Enciclopédia do MYTHENOR

Mitologia Nórdica

Quem eram

A mitologia nórdica é o conjunto de crenças e histórias dos povos escandinavos antes da cristianização, que se completou por volta do ano mil na Islândia e um pouco mais tarde na Noruega e na Suécia. Era parte de uma religião germânica mais ampla, sem livro sagrado nem igreja central, vivida em sacrifícios, festas sazonais, juramentos e poesia oral. Quase tudo o que sabemos vem de textos escritos na Islândia cristã dos séculos XIII e XIV: a Edda Poética, uma coleção de poemas antigos preservada no Códice Regio, e a Edda em Prosa, um manual de poesia de Snorri Sturluson, além das sagas e dos versos dos escaldos. Pedras rúnicas, amuletos e túmulos completam o quadro. É um mundo duro e poético, de invernos longos e mares perigosos, em que honra, palavra dada, hospitalidade e fama depois da morte valem mais que a própria vida, e em que até os deuses sabem que um dia vão cair.

Cosmologia

No começo havia Ginnungagap, um abismo vazio entre Niflheim, o mundo gelado da névoa, e Muspelheim, o mundo do fogo. Onde a geada encontrou o calor, as gotas deram vida ao gigante Ymir e à vaca Auðumbla. Odin e seus irmãos mataram Ymir e fizeram o mundo com o corpo dele: a terra da carne, o mar do sangue, o céu do crânio. No centro do cosmo cresce Yggdrasil, o freixo cujos galhos cobrem os nove mundos, entre eles Asgard, dos deuses, Midgard, dos humanos, e Jötunheimr, dos gigantes. Sob suas raízes ficam os poços de Urðr e de Mímir, e as Nornas tecem o destino. Os mortos vão para Valhöll ou Fólkvangr, se caíram em batalha, ou para o reino de Hel. O tempo termina no Ragnarök: depois de um inverno de três anos, deuses e gigantes se destroem e o fogo de Surtr queima tudo. Mas uma terra verde volta a surgir do mar, e alguns deuses e um casal humano recomeçam o mundo.

Panteão

Os deuses nórdicos formam duas famílias. Os Æsir, que vivem em Asgard, são liderados por Odin, o Pai de Todos, deus da sabedoria, da poesia, da magia e dos mortos em batalha, e por sua esposa Frigg. Thor, o deus do trovão, protege deuses e humanos dos gigantes com o martelo Mjölnir. Týr é o deus da lei e da coragem, Heimdall vigia a ponte Bifröst, e Baldr é o mais amado, cuja morte anuncia o fim. Os Vanir, ligados à fertilidade e à prosperidade, incluem Njörðr, deus do mar, e seus filhos Freyr, senhor da colheita, e Freyja, deusa do amor, da magia e da guerra. Depois de uma guerra antiga, as duas famílias fizeram as pazes. Loki, filho de gigante, vive entre os deuses como aliado e ameaça, pai de Fenrir, da Serpente de Midgard e de Hel.

No MYTHENOR

No MYTHENOR, esta é a terra do Fiorde de Yggdrasil, sob o Céu da Aurora, erguido com sagas contadas em volta do fogo nas longas noites de inverno. Na raiz da grande árvore, a guardiã Freydís protege o fio de aurora. O silêncio de Kaelmyr já chegou: a aurora enfraquece, os corvos esquecem o caminho de casa e uma pedra rúnica amanheceu lisa. O jogador enfrenta os duelistas Björn, Ingrid, Sigrun, Thorvald e Halvard, e Úlfar Tormenta-Rubra, o novato do trovão, vem da Vila da Bigorna. Na Travessia, o eco de Freydís virou o Fimbulvetr.

Nota de respeito

Os mitos nórdicos não são só passado: a Ásatrú, religião que honra os antigos deuses, é praticada hoje e foi reconhecida oficialmente na Islândia em 1973. Também é importante lembrar que símbolos nórdicos, como runas e o martelo de Thor, às vezes são apropriados por grupos extremistas. O MYTHENOR rejeita esse uso e trata estas histórias como patrimônio cultural compartilhado, contado com cuidado e curiosidade.

Fontes

  1. Norse Mythology — Emma Groeneveld
  2. Germanic religion and mythology — Encyclopaedia Britannica
  3. Edda — Encyclopaedia Britannica
  4. Snorri Sturluson — Encyclopaedia Britannica
  5. The Poetic Edda — Henry Adams Bellows (trad./trans.)
  6. The Prose Edda (Project Gutenberg) — Arthur Gilchrist Brodeur (trad./trans.)

As 120 cartas