Tupi · Nº 089

Anhangá, o Protetor da Caça

Mito real

Anhangá, o Protetor da Caça
Um veado branco de olhos de fogo. Quem caça filhote, enlouquece.
Raridade
Épica
Categoria
Monstro
ATK
2800
DEF
2500
Nível
8
Tipo
Espírito
Elemento
Trevas
Constelações
Lua · Raposa

O mito

Anhangá é um espírito da tradição tupi, protetor da fauna e da floresta, especialmente dos animais caçados. Costuma aparecer como um enorme veado branco de olhos de fogo, mas pode tomar a forma de outros bichos. Ele defende as fêmeas prenhes e os filhotes e castiga os caçadores gananciosos, que perdem o rumo, ficam doentes ou enlouquecem. No período colonial, os jesuítas transformaram Anhangá numa figura do diabo cristão, para fins de catequese, e a palavra ganhou sentido de coisa ruim. Couto de Magalhães, no século XIX, registrou a crença no seu papel de guardião da caça.

Por que tem esse poder

Épica de nível 8, ATK 2800 e DEF 2500: o espírito mais forte da região. É do elemento Trevas, pela sombra que os jesuítas lançaram sobre ele e pela noite em que aparece. Lua e Raposa são a noite e a astúcia. Só chega ao campo pelo Rito da Caça Proibida, com Arqueiro, Queixada e Anta.

Curiosidade

O poeta Gonçalves Dias retratou Anhangá como entidade cruel, um reflexo da visão colonial sobre ele.

Ligações

Onde conseguir

  • Ritual: Invocada pelo ritual Rito da Caça Proibida, com os materiais Arqueiro da Aldeia do Rio Largo, Queixada Feroz da Mata Fechada, Anta Guardiã do Igarapé.
  • Não entra na coleção: você a invoca em pleno duelo, por fusão ou ritual.

Fontes

  1. Anhangá — Wikipédia
  2. O Selvagem (1876) — José Vieira Couto de Magalhães — Biblioteca Digital do Senado Federal