Enciclopédia do MYTHENOR
Mitologia Egípcia (Antigo Egito)

Quem eram
A civilização egípcia floresceu ao longo do rio Nilo por cerca de três mil anos, desde a unificação do Alto e do Baixo Egito, por volta de 3100 antes da era comum, até a conquista romana, em 30 antes da era comum. Quase tudo dependia do rio: sua cheia anual deixava um solo negro e fértil numa faixa estreita cercada de deserto. A religião egípcia reunia centenas de divindades, mostradas em forma humana, animal ou mista, e girava em torno de ma'at, a harmonia e o equilíbrio do mundo, que o faraó e os sacerdotes deviam manter. Os templos eram as casas dos deuses. A magia, heka, era uma força real, e a escrita era considerada um presente divino: os hieróglifos eram chamados palavras dos deuses. Para os egípcios, a morte não era um fim, mas uma passagem que exigia cuidado, ritos e memória.
Cosmologia
No princípio só havia Nun, as águas escuras e indiferenciadas do caos. Delas ergueu-se o ben-ben, o monte primordial, onde surgiu o criador, Atum-Rá, ou Ptah em outra tradição. Dele vieram Shu, o ar, e Tefnut, a umidade, e destes Geb, a terra, e Nut, o céu, arqueada sobre ele. Nut deu à luz Osíris, Ísis, Set e Néftis, e a eles se ligou Hórus. Todo dia o sol cruzava o céu numa barca e toda noite atravessava o Duat, o mundo inferior, dividido em doze horas, enquanto a serpente Apófis tentava impedir o amanhecer. A pessoa tinha várias partes: o corpo, o ka, o ba, o akh, a sombra e o nome. Depois da morte, o coração era pesado contra a pena de Maat. O justo seguia para o Campo de Juncos; o coração pesado era devorado por Ammut.
Panteão
Rá, o sol, era o grande criador, com formas como Khepri, o escaravelho da manhã, e Atum, o sol da tarde. Osíris, morto por seu irmão Set e restaurado por Ísis, tornou-se senhor e juiz dos mortos. Ísis era a grande maga e mãe protetora; Hórus, o falcão cujos olhos eram o sol e a lua, era o deus da realeza. Set governava o deserto, o caos e as tempestades, mas defendia a barca de Rá contra Apófis. Anúbis, o chacal, cuidava da mumificação e da balança; Thoth, o íbis, inventou a escrita. Hathor era deusa do amor e da música, e como Sekhmet virava leoa destruidora. Completavam o panteão Nut e Geb, Maat, Sobek, Bastet, Taweret, Bes e muitos outros.
No MYTHENOR
No MYTHENOR, o Egito é reinventado como a Necrópole de Obsidiana, sob o Céu de Lápis, com cores e nomes próprios para as grandes divindades: Kheperu, o coração do sol, Nehkarath, a serpente que devora estrelas, Sekhalu, o falcão da aurora de bronze, e Wenmara, a guardiã-chacal. Ali, apagar um nome é a pior das mortes. O selo da Serpente do Caos está rachando, palavras somem do papiro e Merytamun, a última sentinela, guarda o fio de lápis. O personagem jogável é Nakhtiu, o leitor de sombras.
Nota de respeito
A religião do antigo Egito não é praticada hoje como tradição contínua, mas é parte central da herança cultural do Egito e do mundo. O MYTHENOR trata seus deuses e ritos com respeito, dá nomes novos às grandes divindades para não caricaturá-las e indica sempre o que é mito real e o que é criação do jogo.
Fontes
- Ancient Egyptian religion — Encyclopaedia Britannica
- Ancient Egyptian Religion — Joshua J. Mark (World History Encyclopedia)
- Ancient Egyptian Mythology — Joshua J. Mark (World History Encyclopedia)
- Egyptian Gods - The Complete List — Joshua J. Mark (World History Encyclopedia)
- Ra (Egyptian God) — Joshua J. Mark (World History Encyclopedia)
- The Book of the Dead (introduction and chapter summaries) — E. A. Wallis Budge (Project Gutenberg)
As 120 cartas
- Kheperu, Coração do Sol Eterno
- Nehkarath, a Serpente que Devora Estrelas
- Sekhalu, Falcão-Deus da Aurora de Bronze
- Wenmara, a Guardiã-Chacal das Portas Eternas
- Serpe de Areia Vítrea
- Dragão-Relâmpago do Deserto Branco
- Dragão das Ruínas Enterradas
- Dragão Solar de Escamas de Ouro
- Dragão de Obsidiana Derretida
- Naja Real de Lápis
- Víbora-Chifruda das Dunas
- Serpente do Poço Sem Fundo
- Serpente do Vento Quente
- Naja Cuspidora de Veneno Turquesa
- Serpente do Horizonte Negro
- Serpente do Caos Selado
- Sentinela Chacal das Dunas
- Andorinha-de-Fogo do Templo
- Íbis Mensageira do Delta
- Abutre da Tempestade de Areia
- Falcão-Trovão da Muralha Alta
- Ba, a Ave da Alma
- Falcão do Sol Nascente
- Falcão Guardião da Torre de Lápis
- Lanceiro da Guarda do Oásis
- Arqueiro de Carro de Guerra
- Portador do Khopesh Real
- Guerreiro das Areias Ardentes
- Capitão das Areias Ardentes
- Guarda-Costas Medjay
- Chacal Errante da Duna
- Hipopótamo do Pântano de Papiro
- Gato Sagrado do Templo
- Leoa do Deserto Vermelho
- Crocodilo das Águas Turvas
- Hiena da Noite Sem Estrelas
- Gata da Faca que Corta a Serpente
- Sekhara, a Leoa do Sol Furioso
- Matilha dos Chacais do Deserto
- Campeã de Cabeça de Leoa
- Guarda-Chacal do Portão Selado
- Guerreiro-Carneiro de Elefantina
- Guerreiro de Cabeça de Falcão
- Guardião das Portas do Duat
- Juiz Chacal da Balança
- Sebeku, o Senhor-Crocodilo do Oásis
- Ka, o Duplo Luminoso
- Espírito da Chama Turquesa
- Eco do Sacerdote Esquecido
- Sombra-Guia dos Mortos
- Espírito da Cheia do Rio
- Akh, o Espírito Radiante
- Face Radiante do Amanhecer
- Filha da Lua sobre o Rio
- Guardiã do Limiar Eterno
- Voz do Trovão Dourado
- Tecelã das Estrelas do Céu Noturno
- Senhor da Colheita Verde
- Mãe-Hipopótamo Protetora
- Guardiã dos Doze Portões do Duat
- Múmia Desperta das Areias
- Servo do Sarcófago Partido
- Ceifeiro das Tumbas Perdidas
- Vulto de Linho Negro
- Espectro da Necrópole Selada
- Arauto do Além-Véu
- Rei Esquecido sob a Duna
- General Mumificado da Última Dinastia
- Escriba das Palavras Proibidas
- Feiticeira do Véu Turquesa
- Oráculo da Chama Eterna
- Mago do Círculo de Lápis-Lazúli
- Sacerdote da Palavra de Poder
- Sumo Sacerdote do Templo Fundo
- Djehutar, o Escriba-Íbis da Lua
- Ushabti de Faiança Azul
- Autômato de Cobre da Guarda Real
- Barca de Junco Encantada
- Colosso de Bronze do Templo Enterrado
- Legião de Ushabti Desperta
- A Barca Solar dos Milhões de Anos
- Escaravelho Rolador de Estrelas
- Lótus Azul do Rio
- Escorpião de Cauda Turquesa
- Enxame de Gafanhotos da Praga
- Escaravelho do Sol Nascente
- Ammut, a Devoradora de Corações
- Esfinge de Lápis-Lazúli
- O Rei Sem Nome Desperto
- Bennu, a Ave do Recomeço
- Bênção do Oásis Turquesa
- Sopro da Fornalha Solar
- Chama que Desperta os Mortos
- Máscaras dos Deuses-Fera
- Olho da Tempestade de Areia
- Sussurro da Areia Movediça
- Selo do Silêncio Eterno
- Sabedoria dos Escribas Perdidos
- Vento que Apaga Selos
- Maré que Devolve o Passado
- Maldição do Escaravelho Negro
- Ira do Sol Sepultado
- Escudo do Chacal Silencioso
- Areia que Engole o Agressor
- Espelho de Lápis-Lazúli
- Selo que Suga a Força
- Barreira de Obsidiana Viva
- Fauces do Poço Sagrado
- Maldição da Tumba Violada
- Juízo do Sol Duplicado
- Khopesh de Bronze Antigo
- Coleira de Presas de Chacal
- Cajado de Serpente de Lápis
- Bandagens do Embalsamador
- Asas de Ouro do Falcão
- Necrópole sob o Céu de Lápis
- Pesagem do Coração
- Enigma da Esfinge
- Abertura da Boca
- Rito do Ninho de Mirra